112 jovens foram formados nas Escolas de Liderança contra as Mudanças Climáticas

08/02/2021

“Eu me formei como líder diante das mudanças climáticas, tem sido uma questão muito importante para nós, também aprendemos sobre a importância da liderança em nossas redes, em nossas organizações e como jovens nos comprometemos a empreender novos desafios, sobre cuidar do meio ambiente e ter uma produção orgânica”, expressou Irene Huarachi Arcayne, produtora da Associação Nacional de Produtores de Quinoa (ANAPQUI) e representante juvenil na Rede Quinoa na Bolívia.

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Irene é um dos 112 jovens de 41 organizações certificadas no Comercio Justo que participaram das Escolas de Liderança em Mudanças Climáticas, implementadas na Bolívia, Nicarágua, Guatemala e Equador, por meio do projeto regional de advocacia e liderança em mudanças climáticas INTERCAMBIO.

“As escolas de liderança em mudanças climáticas formam novos líderes, líderes ambientalmente conscientes, líderes que contribuirão para o desenvolvimento das economias locais, que trabalham para nossas comunidades para gerar condições mais favoráveis”, disse Merling Preza, vice-presidente da Diretoria da CLAC durante a apresentação da campanha “Pequenos produtores de Comercio Justo diante das mudanças climáticas”.

Esta campanha faz parte do projeto INTERCAMBIO, que visa aumentar o reconhecimento dos pequenos produtores como atores-chave na promoção de ações de adaptação e mitigação às mudanças climáticas.

Irene também participou do desenvolvimento da campanha, contando sua experiência como produtora de quinoa na Bolívia por meio de um podcast, que faz parte da série “Cartas das Mulheres contra as Mudanças Climáticas”.

“Consegui perder o medo de me expressar como mulher através desses espaços. Sinto muito orgulho de representar a rede juvenil de pequenos produtores na Bolívia”, assegurou Irene na apresentação da campanha, detalhando que agora é preciso se adaptar às mudanças climáticas, já que os produtores enfrentam geadas, secas e chuvas em outros períodos em relação aos anos anteriores.

Acrescentou que tudo o que se aprendeu, os jovens estão a vinculá-lo e a partilhá-lo com os produtores e organizações para desenvolver uma produção saudável, saudável e mais amiga da natureza.

Como parte da formação do projeto INTERCAMBIO, também foram facilitadas oficinas de porta-vozes, para que os produtores possam fazer ouvir suas vozes e desenvolver ações de advocacy sobre esse tema, de grande relevância por meio de entrevistas em rádio.

“O foco é que possamos nos expressar, ter voz, liderar as campanhas, voltar a ver os pequenos produtores e produtores enfrentarem esses grandes danos que foram causados nos últimos anos”, disse. disse Preza, que também é gerente geral da PRODECOOP, uma organização produtora de café na Nicarágua.

Os materiais da campanha serão transmitidos por rádios comunitárias, mídias digitais e redes sociais em cinco países (Bolívia, Equador, El Salvador, Guatemala, Nicarágua) e estão disponíveis em Canais do Youtube (CLAC – Comercio Justo Fairtrade) S Spotify (Comercio Justo – América Latina e Caribe) da CLAC.

O projeto INTERCAMBIO faz parte do programa de Cooperação para o Desenvolvimento, financiado pelo Governo e pelo Gabinete Nacional do Fairtrade da Finlândia, e é realizado desde 2018 em coordenação com os Coordenadores Nacionais dos cinco países.

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