Comercio Justo: princípios que mudam a vida dos trabalhadores

20/05/2021

O Comercio Justo promove o respeito aos direitos dos trabalhadores, uma renda digna e outros benefícios que melhoram a vida de quem trabalha na produção agrícola de alimentos.

As histórias de vida de 16 trabalhadores de plantações certificadas Fairtrade em seis países da América Latina demonstram essas mudanças positivas que são alcançadas graças ao Comercio Justo. Essas histórias fazem parte do livro "Princípios que mudam vidas", elaborado a partir do projeto Trabalhadores Comercio Justo construindo sinergias do programa de cooperação para o desenvolvimento da CLAC.


 

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Para Fredys Cuesta, o Comercio Justo significou oportunidades para continuar estudando e um importante apoio para os trabalhadores.

“O Comercio Justo mudou minha vida porque aqui na Colômbia nem todas as empresas funcionam assim. Aqueles de nós que estão no Comercio Justo comparam nossa situação com a de outros colegas de fazendas não certificadas e medem como isso nos impactou”, disse Cuesta, que faz parte da Corporación Sin Limite, da Finca Altagracia, produtora de banana, e é membro da Rede de Trabalhadores da CLAC.

“Tenho certeza de que se não fizesse parte do Comercio Justo teria muitas dificuldades, não estaria treinando profissionalmente, porque teria que pagar meus estudos e não faria, porque primeiro pensaria nos meus filhos e sua educação. Através do Comercio Justo podemos concretizar estes projetos de vida”, acrescentou o trabalhador, que está fazendo estudos universitários em serviço social.

Fredy ressalta que, graças ao prêmio Fairtrade que recebem como trabalhadores, podem cobrir suas necessidades e também compartilhar com setores vulneráveis da comunidade.
 

Para Felicita Altagracia Mata, na República Dominicana, o Comercio Justo significou uma oportunidade de crescimento pessoal por meio de sua participação na Rede de Trabalhadores da CLAC.

Depois de passar por momentos muito difíceis, há 29 anos, Felicita decidiu se mudar com uma irmã para Mao e começar a trabalhar em uma plantação de bananas.

“Muitos anos se passaram antes que nos dissessem que iríamos lutar para ter uma plantação certificada. Em 2007 conseguiram a certificação e mudaram as condições de trabalho: ganhando mais, tratando-nos melhor”, diz a mulher trabalhadora. Anos depois, ela foi beneficiária de uma casa para sua família graças ao Comercio Justo e agora seus dois filhos estão estudando, um no ensino médio e outro na universidade.

“Estou delegado para representar os trabalhadores na Rede de Trabalhadores Comercio Justo do país, onde tenho o cargo de tesoureiro. Tem sido uma experiência muito bonita, pude conhecer muitos trabalhadores, de diferentes organizações de outras plantações, trocar ideias e experiências e aprender mais”, se destaca.

Por sua vez, Hilma Altagracia Díaz explica que o Comercio Justo significou uma melhoria em sua vida e na de sua família na República Dominicana. “Minha vida foi muito difícil. Entrei em uma fazenda certificada Fairtrade e imediatamente comecei a notar a mudança. Lá trabalhei como gerente do refeitório da plantação e como tesoureiro do Comitê Premium, e depois como presidente”, diz Hilma, da Associação Operária Kellisa, que integra a Rede Operária CLAC.

Graças a este trabalho, teve a oportunidade de viajar a Cuba, Colômbia, Peru, Equador, El Salvador e conhecer outros trabalhadores em diferentes reuniões e treinamentos. “Foi uma experiência inesquecível que me fez crescer pessoal e profissionalmente”, afirma.

Em 2010, foi selecionada para a entrega de uma casa pelo comitê Prima. “Ter a casa própria: isso é melhorar a qualidade de vida. Lá me encantei com o Comercio Justo, porque ajuda muito no desenvolvimento social”, diz Hilma. “Sempre digo aos meus filhos que não gostaria que acontecesse a mesma coisa comigo. Minha filha estuda medicina graças ao Comitê Premium, que a ajuda com seus pagamentos. Temos remédio seguro, a oportunidade de obter empréstimos sem juros”, detalhado.

As histórias de Hilma, Felicita e Fredy fazem parte do livro “Princípios que mudam a vida” da rede de trabalhadores do Comercio Justo da CLAC, que foi apresentada no dia 12 de maio. A apresentação também inclui seis histórias baseadas nas histórias dos trabalhadores, elaboradas pela consultoria que produziu o livro.

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